Desde o lançamento de Dragon Age: Origins em 2009, a BioWare criou uma saga épica de fantasia ambientada no mundo de Thedas. Um universo marcado por intrigas políticas complexas, decisões morais e companheiros inesquecíveis. No ano passado, um novo capítulo chegou e mudou tudo.
Resumo
- A série principal – De Origins a Veilguard
- Spin-offs e mídias complementares – Histórias além da série principal
- Tecnologia e design – Evolução da engine e estilo RPG
- Dragon Age: The Veilguard – O final polêmico?
- Perspectivas futuras – O que vem após Veilguard?
- Conclusão – Um ciclo termina, outro começa
Em 2024 foi lançado Dragon Age: The Veilguard, marcando um ponto de virada para a franquia. As vendas ficaram abaixo do esperado e os desenvolvedores decidiram focar no Mass Effect 5. Isso significa o fim da era Dragon Age? Neste artigo do Pixel Sundays, revisitamos todos os jogos da série, seus inícios, os spin-offs, os títulos principais e também olhamos para o futuro da franquia.
A série principal – De Origins a Veilguard
Tudo começou em 2009 com Dragon Age: Origins. O jogo aposta fortemente em profundidade narrativa. No início, você escolhe sua raça — anão, elfo ou humano — além da classe e origem, que moldam sua “história de origem”. Essa escolha influencia significativamente os diálogos e o desenvolvimento da história.
A narrativa é considerada a obra-prima da BioWare, repleta de decisões entrelaçadas que tornam até as missões secundárias impactantes. Na época do lançamento, sites como a Wired elogiaram o jogo como um retorno às raízes clássicas dos RPGs. Um jogo com combate tático, modo de pausa estratégica, vínculos fortes entre personagens e uma história envolvente desde o primeiro ato.
Em 2010 foi lançada a expansão Origins – Awakening, considerada um conteúdo completo. A história se passa seis meses após os eventos do jogo principal em Amaranthine. É possível importar seu personagem ou começar no nível 18. Cinco novos companheiros são introduzidos, incluindo Oghren. Há ainda novas habilidades, especializações e inimigos. Usuários do Reddit elogiam a expansão por continuar a narrativa principal em vez de parecer apenas um DLC isolado.
Em 2011 chegou Dragon Age II. Neste jogo, você controla Hawke, um refugiado que foge do Flagelo com sua família e se estabelece em Kirkwall. Em apenas uma década, Hawke passa de desconhecido a figura central da cidade, enfrentando jogos de poder, dramas familiares (como o assassinato da mãe) e conflitos sociais entre Templários e Qunari. A história e o desenvolvimento dos personagens foram elogiados, mas o cenário limitado e áreas repetitivas foram duramente criticados.
Com Dragon Age: Inquisition em 2014, a franquia voltou a apostar em um mundo aberto e expansivo. Você assume o papel de líder da Inquisição, encarregado de fechar as fendas na realidade. A jogabilidade mistura combate ágil com modo tático em pausa. A crítica apontou uma fusão bem-sucedida entre Dragon Age II e Origins. Esse foi também o maior sucesso comercial da série, com mais de 12 milhões de cópias vendidas segundo a BioWare – o jogo mais vendido da história do estúdio.
Lançado em 2024, dez anos depois, Dragon Age: The Veilguard é a continuação direta. O jogo apresenta uma estrutura de níveis episódica e uma nova trama centrada na oposição aos deuses. Você pode escolher entre três classes principais – Guerreiro, Mago ou Ladino – cada uma com dois tipos de armas. Durante o combate, é possível alternar entre certas habilidades em tempo real, o que adiciona mais profundidade tática. As batalhas acontecem em tempo real, mas há a opção de pausar para comandar sua equipe com precisão.
Spin-offs e mídias complementares – Histórias de Dragon Age além da série principal
Além da série principal, a franquia Dragon Age teve diversos spin-offs e foi expandida em outros formatos de mídia. Tudo começou em 2009 com Dragon Age Journeys, um RPG tático em Flash com tabuleiros hexagonais que deveria ter três capítulos, mas apenas o primeiro, “The Deep Roads”, foi lançado. Desenvolvido pela EA 2D em parceria com a BioWare, servia como prólogo jogável de Origins e permitia desbloquear equipamentos para o jogo principal.
A jogabilidade era baseada em turnos e lembrava Heroes of Might and Magic. Você controlava três personagens que se moviam em campos de batalha hexagonais e podiam usar habilidades e poções. Para um jogo em Flash, oferecia uma surpreendente profundidade tática.
Legends foi o sucessor de Journeys, lançado em 2011 no Facebook/Google+. Era um RPG de estratégia freemium em Flash, lançado paralelamente a Dragon Age II. Tinha elementos multiplayer (como aliados que eram seus amigos do Facebook) e permitia desbloquear recompensas para Dragon Age II. Em 2012, os servidores foram encerrados, mas ainda era possível jogar offline.
Em 2013, foi lançado para iOS e Android um jogo mobile 3D de coleção e tática chamado Heroes of Dragon Age. Você montava uma equipe com seis personagens famosos da franquia. Os combates eram automáticos, sendo possível apenas escolher formações e unidades. O jogo possuía microtransações para acelerar o progresso. Ele foi encerrado em 2023.
The Last Court é um jogo de estratégia e narrativa em texto via navegador, desenvolvido pela Failbetter Games, no estilo de Fallen London. Você assume o papel de marquês/marquesa de Serault, administrando seu domínio e tomando decisões sobre recursos, intrigas, conselheiros, amantes, etc. O jogo cria uma ponte narrativa entre Dragon Age II e Inquisition. Suas escolhas podiam desbloquear missões na war table de Inquisition ou influenciar os vitrais em Skyhold. Os servidores foram desligados em 2020, mas os fãs preservaram o conteúdo.
Além dos jogos, a franquia também inclui romances que expandem o universo. Livros como The Stolen Throne, The Masked Empire e a coletânea de contos Tevinter Nights (2020) oferecem profundos insights sobre personagens, política (como Orlais e Tevinter), eventos históricos e possibilidades futuras. Tevinter Nights é particularmente elogiada por seu rico world-building e encontros com figuras icônicas.
A franquia também conta com quadrinhos publicados pela Dark Horse, como The Silent Grove (com Alistair/Varric/Isabela em Antiva), Magekiller, Knight Errant, Deception, entre outros. Esses quadrinhos expõem histórias além dos jogos e se concentram em personagens secundários como Marius, Vaea ou Olivia Pryde – com alta qualidade narrativa e visual.
Tecnologia e design – Evolução da engine e estilo RPG
Com o passar do tempo, a tecnologia e o game design mudaram bastante. No início, a série utilizava combates táticos em tempo real com pausa e uma visão aérea. Com Dragon Age II, o sistema de combate ficou muito mais rápido, embora o gameplay continuasse em tempo real. No entanto, a visão tática e as táticas complexas foram removidas, dando lugar a combos ágeis e combates estilosos.
Inquisition combina ação e tática. O jogo oferece combate em tempo real com pausa opcional. É ideal para jogadores estratégicos, mas também acessível para quem prefere ação fluida. The Veilguard dá um passo em direção ao hack’n’slash em tempo real ao estilo God of War. Não há mais modo de pausa e você controla apenas o personagem principal. A ênfase está em combos rápidos, esquivas, bloqueios e arenas abertas.
Origins foi desenvolvido com a Engine Eclipse, criada especificamente para o jogo. O foco era em um RPG tático com visão superior e iluminação estática. Para Dragon Age II, foi utilizada a Engine Lycium (uma evolução da Eclipse), tornando o jogo mais rápido, com foco na ação e combates em terceira pessoa.
Dragon Age: Inquisition foi desenvolvido na Frostbite 3 da EA, com adição de ferramentas de RPG como diálogos de missão, sistema de salvamento e modo de pausa. Também foi implementado renderização PBR. Em The Veilguard, a engine Frostbite foi mantida, com foco na ação em tempo real. Ela ofereceu gráficos modernos, mundo aberto reduzido e estrutura de fases baseada em hubs.
A série evoluiu de combates RPG táticos e lentos para uma jogabilidade de ação rápida e responsiva. A transição entre as engines (Eclipse → Lycium → Frostbite) reflete essa mudança para uma tecnologia mais estável e gráficos melhores. O sistema base de RPG permanece – com classes, talentos e formação de grupo – mas em Veilguard o elemento tático tradicional desaparece completamente.
Dragon Age: The Veilguard – O final polêmico da franquia?
Dragon Age: The Veilguard foi lançado em 31 de outubro de 2024 para PS5, Xbox Series X/S e PC. O jogo utilizou a polêmica Frostbite Engine, o que gerou diversos desafios de desenvolvimento. O lançamento foi forte, com mais de 85.000 jogadores simultâneos na Steam, mas nos três primeiros meses houve apenas 1,5 milhão de jogadores ativos – bem abaixo da meta de 3 milhões da EA, o que levou a uma reestruturação na BioWare.
Os planos iniciais eram criar um jogo como serviço, baseado na engine de Anthem, com mecânicas multiplayer, mas essa ideia foi abandonada. Entre 2015 e 2021, o projeto mudou diversas vezes entre versões single player e multiplayer. Em 2020, o desenvolvimento foi reiniciado completamente com o objetivo de fazer um jogo de ação em tempo real inspirado em God of War. Essas mudanças causaram vários atrasos e dificuldades internas.
O jogo foi recebido de forma majoritariamente positiva por crítica e jogadores. No Metacritic é descrito como “geralmente favorável” e no Steam tem uma avaliação média de 69%. Foi indicado a vários prêmios, mas não venceu nenhum.
Futuro – O que vem após Veilguard?
A BioWare confirmou oficialmente que não haverá DLCs para The Veilguard. Todos os recursos do estúdio agora estão focados no desenvolvimento de Mass Effect 5. Após o desempenho abaixo do esperado, cerca de duas dezenas de funcionários foram demitidos e o restante da equipe foi transferido para Mass Effect. O estúdio foi reduzido a menos de 100 funcionários, com alguns redistribuídos para outros estúdios da EA.
Um possível Dragon Age 5 ainda é incerto. A EA alterou sua estratégia de distribuição e a comunidade está dividida entre querer um novo jogo principal ou spin-offs. Um reboot é pouco provável após o desempenho fraco do último título.
Conclusão – Um ciclo se encerra, outro começa
Dragon Age: The Veilguard encerra um capítulo que começou em 2009 com Origins. A franquia passou por grandes transformações ao longo dos anos – narrativas, jogabilidade e tecnologia. Nasceu como um RPG tático com liberdade de escolhas e intrigas políticas, e hoje é um jogo de ação moderno em terceira pessoa.
No entanto, a essência do jogo permanece. Mas essa mudança foi recebida com críticas pelos fãs. Veilguard não é um jogo ruim, apenas diferente – e essa diferença não agradou a todos os jogadores ou críticos. O futuro da franquia é incerto, com a BioWare agora focada em Mass Effect 5. Se algum dia voltaremos a Thedas é uma dúvida – mas o impacto de Dragon Age nos RPGs modernos é inegável.
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